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Para os amantes de vinho! Que venha o inverno!

Setor vinícola brasileiro tenta "encorpar" 


vendas dentro e fora do país

Bebida nacional começa a ganhar o paladar do mercado interno, enquanto exportações somaram US$ 3,06 milhões em 2011


          As perspectivas otimistas para a safra de vinho nacional deste ano, o entendimento do governo sobre a necessidade de ajudar o setor e os constantes esforços para promover a identidade da bebida produzida no país refletem o momento emergente da vitivinicultura brasileira, que busca cada vez mais espaço nos mercados consumidores: interno e externo.
          Enquanto os agricultores colhem as uvas de "uma safra histórica", segundo a opinião comum de vinicultores da Serra Gaúcha, a presidenta Dilma Rousseff expressa seu apoio ao setor nacional com o recente anúncio de medidas de proteção para conter as crescentes importações de vinho. Entidades privadas, por sua vez, exploram o potencial de consumo do produto nacional tanto dentro como fora do país.
          No plano interno, a dificuldade dos produtores brasileiros em ganhar mercado no setor é a forte competitividade dos vinhos importados, destaca Júlio Fante, membro da diretoria da Associação Gaúcha de Vinicultores e ex-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).
         Na visão do empresário, a vitivinicultura nacional é prejudicada pelo que ele chama de "práticas comerciais abusivas" por parte dos vinhos estrangeiros, que conquistam cada vez mais o consumidor brasileiro: as importações de vinho no Brasil cresceram 3% em 2011, um ano após registrarem alta atípica de 27%, segundo dados do Ibravin. Desde 2004, a entrada de importados no país praticamente dobrou, com alta de 98,7%. 
Vinho protegido
          A presidenta Dilma Rousseff, em visita à tradicional Festa da Uva de Caxias do Sul (RS) na última quinta-feira (15/2), prometeu defender o vinho brasileiro contra "práticas comerciais predatórias" e anunciou o uso de salvaguardas - medidas temporárias previstas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para proteger um determinado setor econômico do aumento das importações.
          Empresários do agronegócio da uva comemoraram o anúncio de Dilma, mas consideram a medida ainda insuficiente. "Não somos contra o (vinho) importado", ressalta Fante. Para ele, no entanto, o setor vitivinícola brasileiro necessita de melhores condições tributárias em relação aos rótulos que vêm de fora - sobretudo ante os argentinos e chilenos, principais importados no Brasil.
          O consumidor ainda procura muito vinho importado, mas também vem despertando interesse pelo produto nacional. De acordo com um levantamento do Ibravin, a comercialização de vinhos elaborados no Rio Grande do Sul - estado responsável por cerca de 90% da produção brasileira - registrou crescimento de 7% em 2011 no país.
         Pablo Perini, gerente de marketing da vinícola gaúcha Perini, avalia esse crescimento como uma tendência de mercado no Brasil. Segundo ele, o consumidor nacional passou a se interessar mais por vinhos, sobretudo os finos e espumantes, análise compartilhada por Júlio César Kunz, executivo da Dunamis Vinhos e Vinhedos. 
Exportação

          A bebida nacional também vem ganhando mercado nas gôndolas, empórios e restaurantes do exterior. As exportações de rótulos brasileiros chegaram a US$ 3,06 milhões em 2011, o que representa um incremento de 33,6% na comparação com 2010 (US$ 2,29 milhões), de acordo com dados do Ibravin.
          "Foi uma grande vitória e um importante avanço nas vendas de vinhos brasileiros", salienta Andréia Milan, gerente de Promoção Comercial do projeto Wines of Brasil - uma parceria entre o Ibravin e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
          Ela justifica o aumento como conseqüência dos trabalhos de promoção da imagem do vinho brasileiro no exterior, sobretudo em feiras e eventos da área. "Nosso objetivo é conseguir posicionar nossos vinhos nos melhores pontos de venda", destaca Andréia, que menciona oito mercados-alvo prioritários: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Suécia, Polônia e Hong Kong. 
Planos
          Atualmente, entre 3% e 5% da produção nacional de vinho segue ao mercado externo, mas a meta do Wines of Brasil é elevar esse índice para 20% em 2025.
          A safra de 2012 pode contribuir para essas ambições, pois tanto enólogos quanto engenheiros agrônomos concordam que a qualidade da uva em fase de colheita no Rio Grande do Sul será excelente, devido ao tempo seco na região. "Não tenho dúvidas de que esta será a melhor safra da vitivinicultura brasileira", afirma o enólogo Ademir Brandelli, proprietário da vinícola Don Laurindo.
          No entanto, ainda há grandes desafios para o aumento das exportações de vinhos brasileiros: competitividade dos vinhos internacionais, valorização do real frente ao dólar, queda do consumo em vários dos mercados tradicionais em decorrência da crise econômica mundial e o próprio aumento do mercado consumidor interno.


Fonte:globo rural

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