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Exportação da Indústria da Moda Brasileira

O Potencial de Mercado da Moda

          O estilo brasileiro no mercado Internacional.

          A moda brasileira está se fortalecendo no exterior. Essa tendência pode ser conferida graças ao talento e a união inédita entre empresários, produtores, estilistas, modelos e demais profissionais desta cadeia produtiva.

          Atualmente, é possível observar o sucesso crescente, o reconhecimento e o prestígio dos talentos brasileiros a cada novo desfile nas principais capitais da moda como Milão, Londres, Paris, Nova York e nas feiras e eventos em todo o mundo. Destaques que colocam a indústria da moda brasileira entre as melhores e mais relevantes nos principais centros internacionais.

         O setor têxtil e de confecções possui um grande destaque no conjunto da economia nacional. Em 2007, participou com 4,7% do PIB nacional e ofereceu emprego direto a 1,5milhões de pessoas.

          Se considerado somente o PIB industrial, este índice sobe para 13,5%, contribuindo com uma receita bruta anual de US$27,9bilhões. Esta participação é representada por 18.797 empresas de confecções, 3.305 indústrias têxteis e outras 23 unidades de fibras e filamentos. 

           Mercado Internacional

          Distribuída em vários polos nacionais, a indústria têxtil brasileira exerce papel importante, também no cenário mundial. Este segmento ocupa o sétimo lugar mundial na produção de fios e filamentos, oitavo em tecidos planos, terceiro em malhas e sétimo em artigos confeccionados (dados registrados 2007).

          A participação no comércio internacional, entretanto, ainda é muito pequena. Mesmo ficando entre entre os 20 maiores comerciantes de têxtil do mundo, o Brasil representa apenas 0,2% do comércio mundial.

          O distanciamento entre a importância do Brasil como produtor e exportador de têxteis deve-se ao longo período em que o país viveu sob o regime de mercado fechado e não alinhado com a organização Mundial do Comércio.

          A necessidade de redução de custos, imposta pelo acirramento da concorrência, vem exigindo cada vez mais ganhos de produtividade, que estão sendo obtidos com os investimentos realizados na modernização do parque fabril.

         A indústria 

          A indústria de confecção cresceu e se alastrou por todo país, extinguindo mercados enormes como os de venda de tecidos a metro e o de máquinas de costura doméstica, substituindo quase que totalmente a confecção artesanal realizada por alfaiates, costureiras e pelas próprias "donas de casa".

          A indústria da moda deve ser pensada como geradora de trabalho, de bens e, principalmente, como um sistema comercial que alimenta tanto a própria cadeia têxtil-confecção, como as áreas da mídia, que vivem de gerar informação sobre a moda e os modos elegantes de se vestir e de consumir diferentes produtos que também participam do universo da moda, tais como as revistas especializadas, a indústria de cosméticos e a cultura da saúde voltada para beleza.

          Consumidores

          O mercado consumidor brasileiro apresenta diferenças regionais em seus hábitos de consumo e em seu poder de compra, ligados principalmente à formação cultural, ao clima e ao estágio de desenvolvimento econômico de cada região. Estes fatores têm tido influência sobre a oferta e a demanda regional de artigos têxteis e confeccionados.

          Há uma razoável concentração regional da produção nacional. Segundo a Abravest (Associação Brasileira de Vestuário), a região sudeste é responsável por 50,5% da produção nacional de vestuário.

          A região Nordeste detém 21,8% da produção nacional. Apesar da crescente importância da região nordeste, as regiões Sul e Sudeste concentram grande parte da produção, juntas participam com 80%, onde os estados de São Paulo e Santa Catarina são os principais destaques.

          E são também as regiões mais industrializadas e desenvolvidas, como o Sudeste e Sul que respondem  por participações no consumo, superiores as de suas populações, por conta do maior poder de compra de seus consumidores.

          O consumo per capito de artigos têxteis e de vestuário cresceu 9,2% no Brasil em 2006. A produção nacional por habitante/ano, no entanto, não aumentou na mesma proporção, registrando elevação de apenas 1,1%. Com esse resultado, parte da demanda interna foi suprida pelas importações, que cresceram 33% em volume e 41% em valor.

          Características da indústria

          A indústria nacional apresenta as mesmas características da estrutura internacional, grande fragmentação e diversidade de escalas e técnicas produtivas. O setor de confecções no Brasil é formado por um numeroso grupo de pequenas e médias indústrias, dedicadas à produção de artigos do vestuário, artigos decorativos e produtos técnicos.

          Mais de 70% das empresas nacionais são de pequeno porte, e respondem por apenas 11% do total da produção de confeccionados. As confecções de grande porte, que representam pouco mais de 2,5% do total das indústrias, dominam 40% do mercado. A maior parcela da produção provém das médias empresas, que respondem por 50% dos volumes produzidos.

          A flexibilidade exigida pela indústria do vestuário, submetida a um grande número de modelos durante todo o ano, devido ao lançamento das coleções de modinha, são fatores que favorecem as pequenas empresas, por terem maior capacidade de ajuste no uso de máquinas e alocação de mão de obra e por sua gestão e estrutura administrativa simplificadas.

          Números do Setor

          No Brasil, operam cerca de 17.400 unidades fabris no setor (em escala industrial), gerando 1,2 milhões de empregos diretos e movimentando mais de US$22bilhões (de produção), com uma participação superior a 4% do PIB.

          Suas dimensões reproduzem a amplitude do mercado consumidor brasileiro, e dão conta da importância da moda na formação da riqueza econômica e social do país. Dentre os seus principais segmentos, há que se destacar o papel do vestuário, que responde pelo maior e mais representativo negócio da indústria de confecções têxteis no Brasil, segundo o instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI).

Fonte: Sebrae.com.br


          

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